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14.12.09

Portugal é o 12.º país, numa lista de 57, que mais se esforçou para reduzir as emissões de carbono

Portugal é o 12.º país, numa lista de 57, que mais se esforçou para reduzir as emissões de carbono. Esta posição representa uma melhoria de três posições em relação ao último ano. A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, disse que esta é a tradução do «esforço feito desde 2005».


Este ranking é resultado de um estudo feito nos 57 países mais industrializados por organizações não governamentais (ONG) e foi apresentado esta segunda-feira na conferência da ONU sobre o clima a decorrer em Copenhaga.


«Ficamos satisfeitos quando ONG, que são organismos isentos, fazem avaliações e dão ao nosso país uma melhoria de desempenho e uma subida de três posições em relação ao ano anterior», disse a ministra, citada pela agência Lusa.

A governante perspectiva que para uma maior redução no futuro das emissões será necessário avançar com algumas medidas como novos modelos de mobilidade - entre eles a implementação do carro eléctrico -, o projecto de barragens e a continuação da aposta nas renováveis, como a energia solar, a fotovoltaica e a eólica.

in: diario.iol.pt

8.12.09

Temperatura em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930

Lusa, 8 de Dezembro de 2009

A temperatura média em Portugal aumentou 1,2 graus desde 1930, segundo dados do Instituto de Meteorologia. Hoje em Copenhaga, a Organização Mundial de Meteorologia divulgou que a década de 2000 a 2009 deverá ser “a mais quente já alguma vez registada”.

A temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus.

“Estamos a bater recordes sucessivos de Verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias”, disse Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).

“Tudo o que ultrapassa os dois graus [de aumento da temperatura] em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceram já no passado, mas com mais intensidade”, acrescentou.

O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar cenários climáticos e medir os seus impactos no continente. “Temos que actuar ao nível da adaptação. É necessário estimar o que vai acontecer para que os vários sectores tenham medidas adequadas às alterações climáticas. Tudo o que estiver na mão do Homem deve ser tentado e conseguido”.

O IM dispõe também de um observatório de secas que antecipa situações de falta de água para que os serviços tomem medidas de precaução. As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos.

Década 2000 a 2009 deverá ser a mais quente desde que há registo

Hoje, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) revelou na conferência de Copenhaga que a década de 2000 a 2009 será, provavelmente, “a mais quente já alguma vez registada”.

Para o ano 2009, os dados provisórios indicam que deverá ser o quinto mais quente, em termos de temperaturas médias à superfície do planeta. Michel Jarraud, secretário-geral da OMM adiantou que os resultados definitivos deverão ser anunciados em Março de 2010.

De momento, 2009 já é o terceiro ano mais quente alguma vez registado na Austrália. A China viveu a pior seca dos seus últimos 30 anos. E no final de Julho, numerosas cidades canadianas, como Vancouver e Vitcória, registaram as temperaturas mais elevadas da sua história.

“Vivemos uma tendência de aquecimento, não temos dúvidas quanto a isso. Mas não podemos fazer previsões para o próximo ano”, explicou, quando questionado pelos jornalistas.

Também o britânico Met Office Hadley Centre revelou hoje os seus dados. Segundo este instituto, as temperaturas médias globais têm vindo a aumentar desde 1850, com uma aceleração a partir de 1970. Esta conclusão baseou-se nos dados recolhidos em 1500 estações meteorológicas espalhadas por todo o mundo, utilizadas para monitorizar o clima.

Os representantes de 192 países estão reunidos na capital dinamarquesa, até 18 de Dezembro, para concluírem um acordo mundial de luta contra o aquecimento global. O objectivo maior é limitar o aumento da temperatura nos dois graus, em relação aos níveis pré-industriais.

In: Publico