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18.12.09

Copenhaga: Sócrates diz que a UE está desapontada

A União Europeia "está neste momento mais desapontada que há uma semana atrás, porque esperávamos que um acordo aqui em Copenhaga fosse conseguido durante o dia de hoje, mas infelizmente isso não foi possível", afirmou José Sócrates aos jornalistas, depois de uma reunião entre os chefes de Estado e de governo da UE.
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A UE "apresenta-se nesta conferência liderante pelo exemplo, não apenas pelas metas vinculativas que já assumiu, mas também pela disponibilidade que mostrou para ir mais além dessas metas, até aos 30% de redução das emissões até 2020", explicou o primeiro-ministro, recordando que "a UE foi o bloco político que mais reduziu as emissões de CO2 nos últimos anos".
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27.11.09

Não combater as alterações climáticas pode custar à UE 65 mil milhões de euros por ano

PÚBLICO, 25 de Novembro de 2009

Se o aquecimento do planeta não for travado, a União Europeia pode perder até 65 mil milhões de euros por ano, em riqueza que ficará por produzir. O maior impacto vai sentir-se no Sul, incluindo em Portugal, diz um estudo do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.“Se hoje tivéssemos o clima previsto para 2080, a UE enfrentaria uma diminuição anual de 20 a 65 mil milhões de euros do Produto Interno Bruto”, avisa o relatório ontem publicado.

Os investigadores tiveram em conta quatro áreas: agricultura, inundações, mudanças nas zonas costeiras com transferências de populações e turismo. Em todas se vai perder dinheiro, mas no turismo o impacto será quase neutro.

Mas mesmo no turismo, Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Bulgária arriscam mais perdas. A Europa Central, até à Polónia, é que terá menor impacto. Aumentarão as inundações, mas os países beneficiarão do crescimento do turismo. E quanto mais se avançar para Norte, menores serão as consequências negativas: “Dinamarca, Suécia, Finlândia, Estónia, Letónia e Lituânia serão os únicos países a ganhar em todos os cenários”. Acima de tudo, devido a ganhos na agricultura, mas também no turismo.

Mas nada disto deverá deixar ninguém contente, alertam os autores: para o conjunto da UE, o custo global poderá ser bem superior aos números deste estudo, que não contou com impactos não económicos, como a biodiversidade ou catástrofes naturais.

Em todo o globo, nenhuma zona vai sofrer mais na agricultura do que os países árabes, disseram ontem responsáveis da ONU e da Liga Árabe. “Esta região já sofre pobreza, aridez generalizada e falta de água”, disse Silma Bahous, secretária para o Desenvolvimento Social da Liga.

Hoje, são já 15 por cento as pessoas nos países árabes sem acesso a água potável. E com as alterações climáticas, a produção de alimentos pode diminuir para metade na região.